quarta-feira, 22 de novembro de 2017

HÁ QUE INCENTIVAR A IMAGINAÇÃO, OS SONHOS E OS DELÍRIOS. ELES PODEM REINVENTAR UM MUNDO DIGNO PARA O HOMEM




Admito que muitos de nós, muitas vezes ou em alguns momentos penasaram e construiram um mundo imaginado diferente daquele onde temos de viver. Creio que imaginarmos outro mundo, outro tipo de vida e de relacionamento entre povos e pessoas é natural, e mais frequente nos que não se reconhecem na vida tal e qual ela nos é imposta para viver. O mundo está sempre a mudar. Por fenómenos que nós não conbseguimos entender, por outros a que a ciência sabe definir e pela irreverência de muitos que ousaram dedicar a vida em luta por novas realidades. Há quem viva na lua por andar distraído, os que se afastam serenamente do que é o quotidiano e participam na existência, e há alguns que conseguem edificar um mundo onde vivem e que é exclusivo de uma construção imeginária onde se procurou proteção, ou decorar uma solidão assumida, ou simplesmente desfrutar de uma felicidade que a realidade nega e o sonho ou delírio sustentam. Admito que no nosso mundo, e no nosso tempo, muitos se afastem de uma mundo e uma vida em declínio e o seu mundo imaginário é a única forma de ser revolucionário silencioso e introduzir-se na irrealidade. Há muito irrealismo. Como há muita loucura. A minha dificuldade está em perceber o modo como muitos marginais e poetas, sendo escorraçados pelos que aceitam e retiram dividendos de um mundo sem valores, nem dignidade, conseguem edificar milheres de mundinhos imaginários individuais, onde não cabe nem a violência, nem a injustiça, nem a fome ou a pobreza. Ali pululam mundos com amor, Mas o amor não é uma irealidade se bem que esteja muito incompreendido e desprezado. O futuro do mundo real passaria inequivocamente em aceitarmos as diferenças, partirmos de sonhos e de ideias novas, e juntarmos os tais mundinhos de paz e afectos, de modo a transformar a realidade no que o imaginário mostrou e nos pode salvar. Muitos loucos conseguiram mudar o mundo. Precisamos de muita loucura. As políticas e as religiões, o racionalismo e o progresso, o desenvolvoimento técnico.científico não resolveram os grandes problemas que atormentam o mundo há milénios. Talvez esteja a chegar o tempo de experimentarmos um mundo de gente preocupada com outros valores e novas realidades, sem guerras, sem escravaturas, sem falsos código de leis que sempre servirão uns e condenam outros. Precisamos de paz, de justiça, de amor. Nada nem ninguém nos promete esses pilares de felicidade. Mas, o homem nasceu para ser livre, ter uma vida digna, e ser feliz. Chegará o dia em que vislumbramos o fim de tudo, pois de tudo temos dado cabo. Vamos perceber então, como os mundos imaginados necessitam ser reais, e como o homem tem de mudar, a vida tem de mudar, afinal, tudo é bem siimples, tudo é mudança.

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